Veja como ficou o cenário partidário na Assembleia Legislativa após janela

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte passou por uma profunda reorganização partidária após o fim da janela partidária, período que permite aos parlamentares trocar de legenda sem risco de perda de mandato. O resultado foi uma mudança expressiva: mais da metade dos deputados estaduais alterou sua filiação, redesenhando o equilíbrio de forças na Casa.

A federação formada por PT, PV e PCdoB desponta como uma das maiores bancadas. Permaneceram no PT os deputados Francisco do PT, Isolda Dantas e Divaneide Basílio. Já o PV concentrou boa parte das movimentações, reunindo Eudiane Macedo, Vivaldo Costa e os recém-chegados Bernardo Amorim e Ubaldo Fernandes, ambos oriundos do PSDB, além de Ivanilson Oliveira, que deixou o União Brasil.

O PL também se consolidou como uma das principais forças da Assembleia, formando uma bancada robusta com os deputados Coronel Azevedo, Terezinha Maia, Tomba Farias, Gustavo Carvalho, José Dias, Kerginaldo Jácome, Luiz Eduardo e Adjuto Dias, este último vindo do MDB.

Em sentido oposto, o PSDB foi o partido que mais perdeu parlamentares durante a janela. A legenda passou a contar com uma bancada reduzida, composta pelo presidente da Casa, Ezequiel Ferreira, além de Taveira Júnior, que se filiou após deixar o União Brasil, e Cristiane Dantas, egressa do Solidariedade.

Outra novidade no cenário é a formação da federação União Progressista, que reúne União Brasil e PP. O grupo passou a ser integrado pelos deputados Galeno Torquato, que deixou o PSDB para o União Brasil, e Kléber Rodrigues e Nelter Queiroz, ambos também oriundos do PSDB e agora no PP, além de Neilton Diógenes, que já estava na sigla.

O MDB, por sua vez, saiu enfraquecido do processo, passando a contar apenas com o deputado Hermano Morais, que ingressou no partido após deixar o PV.

A nova configuração evidencia um movimento estratégico dos parlamentares, que buscaram legendas com maior competitividade e alinhamento político visando as eleições futuras. Com isso, as federações partidárias ganham protagonismo e passam a desempenhar papel central na dinâmica do Legislativo estadual.

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