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Quanto mais o prazo aperta, mais surgem as “propostas irrecusáveis”, os acenos milionários e as promessas mirabolantes de última hora. E o mais impressionante é que ainda há quem caia nisso com uma facilidade quase constrangedora.
Nos bastidores, muitos pré-candidatos têm recebido ofertas completamente fora da realidade, valores volumosos, compromissos grandiosos e garantias que, na prática, dificilmente serão cumpridas. E o problema é que boa parte dessas promessas vem justamente de quem já tem histórico de iludir, enrolar e vender fumaça como se fosse projeto político sólido.
Uma das maiores fantasias que têm circulado é a de que as nominatas de deputado estadual receberão forte investimento partidário. Isso, convenhamos, está muito distante da realidade. Na prática, a prioridade dos grandes partidos está concentrada, em sua maioria, nas nominatas de deputado federal, onde existe maior interesse estratégico, visibilidade e retorno político.
O restante, muitas vezes, fica apenas no discurso bonito, na conversa de corredor e na ilusão vendida para segurar nomes até a última hora.
No fim das contas, o enredo é velho, o roteiro se repete e os personagens também. Resta saber agora quem ainda vai cair no velho e conhecido conto do vigário eleitoral.