.
No evento, estavam lá o ex-governador Robinson Faria, o ex-senador e ex-governador Garibaldi Filho, o ex-governador José Agripino. Ou seja: as oligarquias de sempre, aquelas que ele dizia combater. O discurso até tenta soar renovador, mas o cenário entrega tudo. O novo, nesse caso, veio com cheiro de naftalina.

A contradição salta aos olhos. Quem se dizia contra as oligarquias agora as abraça com entusiasmo — e mais: não apenas aceita o velho jogo, como parece disposto a montar a sua própria oligarquia. Troca-se o discurso, mas preserva-se a lógica: poder concentrado, alianças tradicionais e a velha política reciclada com verniz de novidade.
No fim, fica claro que o problema nunca foi o sistema. Era só quem estava sentado na cadeira. Quando muda o projeto pessoal, mudam também os princípios. O “novo” vira slogan; o velho, prática. E o eleitor que se vire para diferenciar marketing de convicção.