Assim como na sociedade e na política, há muita gente que adora tocar fogo no rabo dos outros. Incentiva, empurra, aplaude de longe. Mas quando a coisa aperta de verdade, some. Abandona. Finge que não conhece.
Aqui no RN esse filme está passando de novo. No meio do jogo político, um cidadão tentou se viabilizar para uma determinada situação. Procurou apoio, ouviu conselhos, recebeu tapinhas nas costas. “Vai”, diziam. “Dá certo”. “Pode ir que vai dar certo”.
Só que o problema é que, desde o início, o projeto já nascia fadado ao fracasso. Faltava base, faltava sustentação, faltava coragem coletiva para bancar o custo político. Mesmo assim, os “amigos” empurraram. Incentivaram. Inflaram expectativas.
Pouco tempo depois, os mesmos que disseram “vá em frente” foram os primeiros a pular fora. Quando a água começou a bater na bunda, abandonaram o barco sem olhar para trás. Hoje, a situação é periclitante. E os amigos? Não estão nem aí.

A covardia foi grande. Mas sejamos honestos: não foi o primeiro caso e não será o último. A política está cheia de incendiários de projeto alheio, especialistas em empurrar os outros para o fogo enquanto observam tudo de longe, prontos para negar apoio na primeira rajada de vento contrário.
No fim, sobra sempre para quem acreditou demais e desconfiou de menos.