Cenário político do RN com desistência de Walter Alves repetirá Alagoas em 2022

O Rio Grande do Norte caminha para repetir um cenário semelhante ao vivido por Alagoas em 2022. Naquele ano, o então vice-governador deixou o cargo após vencer uma eleição para prefeito, o que o obrigou a se desincompatibilizar do Executivo estadual. Pouco tempo depois, o governador também deixou o posto, criando um vácuo de poder no comando do estado.

Diante da ausência simultânea de governador e vice, a Assembleia Legislativa de Alagoas conduziu o processo de sucessão por meio de uma eleição direta entre os parlamentares, que acabou elegendo Paulo Dantas para o cargo de governador.

No Rio Grande do Norte, a leitura política aponta para um enredo semelhante. A governadora deverá deixar o cargo, enquanto o vice-governador não assumirá o Executivo estadual por optar pela disputa de uma vaga de deputado estadual, o que exige sua desincompatibilização legal. Com isso, o estado ficaria novamente sem governador e vice no exercício do mandato.

Nesse contexto, caberia ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, desembargador Ibanez Monteiro, assumir interinamente o comando do estado. Sua principal missão institucional seria convocar a Assembleia Legislativa para a realização de uma eleição indireta, responsável por definir quem comandará o Executivo potiguar até o fim do mandato.

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